No Auditório da OTICS-Rio Copacabana, na tarde da terça-feira, dia 10 de outubro de 2024, os alunos do segundo ano do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade reuniram-se com os preceptores Rafael Campos e Daniela Duarte com o intuito de discutir e debater um tema fundamental na residência médica: “Lei dos Cuidados Inversos”.
A “Lei dos Cuidados Inversos” é um conceito que descreve a tendência paradoxal em sistemas de saúde, onde os recursos e os cuidados médicos são alocados de maneira desproporcional, favorecendo aqueles que possuem menor necessidade de intervenção. Em outras palavras, indivíduos que apresentam melhores condições de saúde e, consequentemente, menos dependência dos serviços médicos acabam recebendo mais atenção e recursos. Essa dinâmica ocorre, muitas vezes, em virtude de fatores sociais, econômicos e culturais que influenciam a acessibilidade e a percepção de necessidade dos cuidados de saúde.
No contexto da medicina de família e comunidade, a compreensão da Lei dos Cuidados Inversos é fundamental para o desenvolvimento de práticas que visem a equidade no acesso aos serviços de saúde. Profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) devem estar atentos a essa realidade, buscando promover um atendimento que priorize as populações mais vulneráveis e necessitadas. A adoção de estratégias de intervenção que levem em consideração as necessidades reais da comunidade é essencial para garantir que os cuidados de saúde sejam distribuídos de forma justa e eficaz, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população.
Os residentes participaram ativamente da discussão, analisando como essa lei se manifesta na prática diária da medicina de família, especialmente no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). A importância de um olhar crítico sobre as disparidades no acesso aos serviços de saúde foi um dos pontos centrais debatidos. Os preceptores ressaltaram que a medicina da família deve buscar um modelo de atendimento que priorize a equidade, direcionando esforços para as populações mais desfavorecidas e, muitas vezes, negligenciadas. Foi destacado, ainda, o papel crucial dos residentes em promover a educação em saúde e a prevenção de doenças, uma vez que a abordagem comunitária pode contribuir para a redução das desigualdades no acesso aos cuidados.
Ao final da aula, houve um momento de interação, onde os residentes compartilharam experiências vividas em suas comunidades, o que enriqueceu ainda mais o debate e possibilitou a construção coletiva de soluções para os desafios enfrentados na atuação da medicina de família. O encontro reforçou o compromisso dos futuros médicos em promover uma saúde mais justa e acessível a todos, alinhada aos princípios do SUS.























































