O Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal, celebrado em 27 de março no Brasil, tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado desse tipo de câncer, que afeta o cólon e o reto. Essa data também busca ampliar o acesso à informação e incentivar a realização de exames preventivos, fundamentais para reduzir a mortalidade associada à doença, que está entre as mais frequentes no país e no mundo.
O câncer colorretal se desenvolve, na maioria das vezes, a partir de pequenas lesões chamadas pólipos, que podem crescer lentamente ao longo dos anos até se tornarem malignas. Por isso, ele é considerado um dos tipos de câncer mais preveníveis, especialmente quando essas alterações são identificadas e removidas precocemente. Ainda assim, muitos casos são diagnosticados em estágios avançados, o que reforça a necessidade de maior conscientização da população.
Diversos fatores de risco estão associados ao desenvolvimento da doença, incluindo a idade acima de 50 anos, histórico familiar de câncer colorretal ou de pólipos, alimentação rica em carnes processadas e pobre em fibras, sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool. Além disso, algumas condições inflamatórias intestinais também podem aumentar o risco, tornando o acompanhamento médico ainda mais importante nesses casos.
Os sinais e sintomas podem variar, mas os mais comuns incluem a presença de sangue nas fezes, alterações persistentes no hábito intestinal, como episódios frequentes de diarreia ou prisão de ventre, dor ou desconforto abdominal, sensação de evacuação incompleta, perda de peso sem causa aparente e cansaço constante. No entanto, é importante destacar que, nas fases iniciais, o câncer colorretal pode não apresentar sintomas, o que torna o rastreamento ainda mais essencial.
A prevenção envolve a adoção de hábitos de vida saudáveis, como manter uma alimentação equilibrada rica em frutas, verduras, legumes e fibras, praticar atividades físicas regularmente, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e não fumar. Além disso, exames de rastreamento, como a colonoscopia, desempenham um papel fundamental, pois permitem identificar e remover lesões antes que se tornem cancerosas. Em geral, recomenda-se que esses exames sejam realizados a partir dos 45 a 50 anos, ou antes, em casos de histórico familiar ou outros fatores de risco.

