Oficina da Cap2.1 Sobre as Ações do Vigidesastres no CMS João Barros Barreto

Na tarde da terça-feira, dia 14 de julho de 2026, o Espaço de Convivência da OTICS-Rio Copacabana recebeu uma oficina oferecida pela Cap 2.1 sobre “Risco Não Biológico”, com o intuito de orientar, instruir e capacitar os profissionais do CMS João Barros Barreto. O encontro foi conduzido pelas profissionais Eliane Gonçalves, Isis silva e Fabiane Marques, tendo como principal objetivo promover a qualificação das equipes para reconhecer esses riscos durante o processo de territorialização e nas visitas domiciliares, permitindo o planejamento de ações preventivas e a adoção de estratégias voltadas à redução dos impactos sobre a saúde da comunidade.

A realização de uma oficina do Vigidesastres sobre risco não biológico é de grande importância para os profissionais de saúde, especialmente aqueles que atuam na Atenção Primária à Saúde, pois fortalece a capacidade de identificar, avaliar e responder aos fatores ambientais, sociais e estruturais que podem comprometer a saúde da população. Diferentemente dos riscos biológicos, os riscos não biológicos estão relacionados a situações como enchentes, deslizamentos, ondas de calor, incêndios, acidentes tecnológicos, ausência de saneamento básico, moradias precárias, violência, dificuldades de acesso aos serviços de saúde e outras condições que aumentam a vulnerabilidade dos territórios.

O Vigidesastres é o Programa Nacional de Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres, desenvolvido pelo Ministério da Saúde com o objetivo de prevenir, monitorar e responder aos impactos que eventos adversos podem causar à saúde da população. O programa atua na identificação de riscos, na preparação dos serviços de saúde e na organização de ações antes, durante e após a ocorrência de desastres naturais ou tecnológicos, como enchentes, inundações, deslizamentos de terra, secas, ondas de calor ou frio, incêndios e acidentes envolvendo produtos químicos.

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o Vigidesastres busca fortalecer a capacidade de resposta das equipes e dos gestores de saúde, promovendo ações de vigilância, planejamento e assistência às populações afetadas. Entre suas principais atividades estão a elaboração de planos de contingência, o monitoramento de áreas vulneráveis, a avaliação dos riscos, a emissão de alertas, a capacitação de profissionais e o acompanhamento dos impactos dos desastres na saúde pública.