No Auditório da OTICS-Rio Copacabana, na tarde da terça-feira, dia 26 de novembro de 2024, os alunos do primeiro ano do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade (PRMFC) se reuniram com as preceptoras Karine Richard e Cristiane Ferraz para assistirem a uma importante aula sobre o tema “População de meia idade, climatério e ninho vazio”. Durante a palestra, as preceptoras abordaram temas fundamentais relacionados ao ciclo de vida e à saúde das pessoas na faixa etária de meia-idade, discutindo os aspectos médicos, psicológicos e sociais que envolvem essa fase da vida.
O conceito de climatério foi detalhadamente explicado, sendo reconhecido como o período de transição entre a fase reprodutiva e a fase não reprodutiva da mulher. A menopausa, um dos marcos desse processo, foi abordada como uma etapa de grandes alterações hormonais que podem provocar sintomas como ondas de calor, alterações de humor e risco aumentado para doenças como osteoporose e doenças cardiovasculares. A compreensão dessas mudanças é essencial para que os profissionais de saúde possam oferecer cuidados adequados e orientações para o manejo dos sintomas e promoção de qualidade de vida durante esse período.
O tema do ninho vazio também foi explorado, referindo-se ao momento em que os filhos deixam o lar familiar para seguir suas próprias vidas, o que pode desencadear uma série de reações emocionais nos pais, como o vazio afetivo e a necessidade de reorganizar as relações familiares. O impacto desse fenômeno na saúde mental e no bem-estar dos pais, especialmente em mulheres, foi destacado como um aspecto importante da medicina de família, que deve ser sensível às questões emocionais e sociais dos pacientes em todas as fases de suas vidas.
A aula teve grande relevância para a formação dos residentes, uma vez que a prática da Medicina de Família e Comunidade exige uma abordagem integral, considerando não apenas os aspectos biológicos, mas também os fatores sociais e psicológicos que influenciam a saúde dos indivíduos. A conscientização sobre as particularidades da população de meia-idade e a capacitação para lidar com as questões do climatério e do ninho vazio são essenciais para que os futuros médicos possam oferecer um atendimento mais humanizado e eficaz à população atendida nas unidades de saúde.